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A casa contém uma melodia

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O som é vibração. A casa é vibração. As emoções são vibração. Tu és vibração. A tua história é vibração. Assim, ao escolheres o som da tua casa, estás a estabelecer a vibração que queres para acompanhar a tua vida e (re)programar o teu espaço interno.

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Seja através de uma música, instrumento, conversa, silêncio ou comboio a passar, o som tem a capacidade de influenciar positiva ou negativamente a forma como a energia se move e se expressa no espaço, bem como no teu corpo físico, emocional e espiritual. É uma onda que se propaga, criando movimento, provocando uma reorganização na estrutura energética existente e alterando todas regras de funcionamento. Esta onda consegue acalmar a energia, mas também pode afetá-la dramaticamente.

Do mesmo modo que uma canção tem o poder de criar tristeza, o toque de um tambor pode ser capaz de libertar essa mesma tristeza e o silêncio de a tornar ainda mais profunda. Se utilizares o som (e o silêncio) de uma forma consciente, consegues transformar, purificar e curar os ambientes onde vives, bem como os teus padrões, estabelecendo novas frequências, realidades e experiências.

Observa, sente e reflete sobre tudo o que ouves (ou não ouves) em cada espaço da tua casa:

1. QUE TIPO DE SONS SE MANIFESTAM?

Há sons que tu escolhes, tais como a música que te apetece ouvir ou o tilintar de um sino colocado ao vento, mas há também aqueles que simplesmente acontecem sem que decidas sobre eles. Alguns vêm de fora, mas outros estão dentro e são por exemplo a consequência de uma torneira a pingar, um relógio a fazer tiquetaque ou de uma máquina que funciona ininterruptamente. Desafio-te a prestares atenção aos sons que a tua casa expressa e a verificares se correspondem aos sons que tu gostarias de escutar em cada recanto e em cada momento. Lembra-te que numa casa é tão essencial o som como silêncio, tal como numa dança o movimento é tão fundamental como a pausa. Uma casa ruidosa pode ser tão prejudicial como uma casa silenciosa.

2. EM QUE ÁREAS DA CASA ACONTECEM?

Um quarto e uma cozinha têm simbologias próprias e no contexto da casa expressam partes diferentes de ti, por isso o mesmo som terá certamente uma consequência distinta em cada uma destas divisões, inspirando ou perturbando. Nem todas as áreas da casa têm a mesma sonoridade, há umas que são naturalmente musicais, outras cheias de ruídos e aquelas que permanecem num silêncio constrangedor. Dito de outra forma, umas falam mais do que as outras e todas exploram assuntos diferentes. Identificares as várias atmosferas e a forma como te relacionas com cada uma, dá-te uma perspectiva sobre os temas ativos, alegres, dolorosos, leves, tensos, silenciosos ou profundos da tua vida. Isto significa que introduzires sons que gostas nos locais mais inativos tem um resultado verdadeiramente terapêutico, já que estes te ajudam a dar uma nova voz a algo teu que por algum motivo não se está a conseguir expressar. Muitas vezes, a simples escolha de outro local para falar ao telefone ou o volume mais alto na aparelhagem podem fazer toda a diferença.

3. QUAL A INTENSIDADE E FREQUÊNCIA?

Um som que surge ocasionalmente, tal como uma festa organizada em casa com amigos ou um qualquer estrondo, tem um efeito diferente daquele som que acontece repetidamente. Enquanto que o primeiro representa algo instantâneo que vem criar uma ruptura ou mudança na tua vibração, podendo ser suave ou extremamente intenso e transformador, o segundo manifesta um padrão que é mantido numa determinada frequência, benéfico ou não. De uma forma geral, a casa precisa de ser ativada e provocada de vez em quando para a sua energia não permanecer estagnada e cristalizada, tal como tu também. Mas, por outro lado, a casa precisa de conter uma melodia que te sustente e que te beneficie sempre.

4. O QUE SENTES QUANDO OS ESCUTAS?

Quer se trate de um sino de igreja, um pássaro a cantar, o toque do teu telefone, uma música na rádio, uma conversa na vizinhança ou uma buzina de automóvel, o mais importante é conheceres o impacto que esses sons específicos têm em ti e as emoções ou memórias que são ativadas assim que os escutas. A sensação pode ser agradável ou extremamente desconfortável, dar-te leveza ou densidade, transmitir-te felicidade ou irritação, levar-te a viajar ao futuro ou manter-te no passado. Assim, uma banda sonora que te faça dançar, mover e sorrir será sempre bem-vinda.

5. QUAL A TUA MELODIA?

Mais do que qualquer outra coisa, deves descobrir e conhecer primeiro qual a melodia que te inspira e te faz sentir bem, sem teres medo de arriscar novos sons na tua vida. Se há um espaço que gostas menos ou que nem sequer usas, experimenta colocar lá um som que transforme a tua experiência e retira todos aqueles que te incomodam, nem que seja apenas por uns instantes. Se estiveres a escolher a casa onde vais viver, presta atenção aos sons que existem à volta e aos que ela própria emite, e certifica-te se estão sintonizados com os teus.

A tua música não é nem será igual à de qualquer outra pessoa, por isso a melodia na tua casa tem de ser desenhada à medida. Cria uma banda sonora que te limpe, nutra e te faça brilhar. Vamos a isso?

(artigo publicado no Nº16 da revista Vento e Água, 21 Setembro 2019)


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