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A despensa das tuas emoções

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A despensa representa os teus processos internos de aprendizagem e os recursos emocionais que tens à tua disposição para lidares com eles. É um guia de viagem para acederes às tuas emoções profundas.

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A despensa numa casa é frequentemente um espaço esquecido, onde acaba aquilo que não cabe noutro sítio ou não se quer à vista. Ainda que tenha um papel importante ao nível da arrumação e seja muitas vezes decisiva na escolha da casa, costuma ser uma divisão mais pequena e estar quase sempre de porta fechada, funcionando como um esconderijo para guardar coisas, mas “onde não se vive”.

Seja uma despensa de alimentos, produtos e utensílios de limpeza, toalhas e mantas ou objetos de qualquer outro género, contém uma simbologia própria e contribui de forma determinante para acederes ao teu interior e compreenderes melhor as vivências e padrões emocionais que ainda permanecem inacessíveis à tua consciência e que se encontram energeticamente ali armazenados.

A despensa está associada às emoções mais profundas que queres, consciente ou inconscientemente, manter na sombra, bem como à tua capacidade para utilizares os recursos emocionais que tens à disposição dentro de ti. Indica muitas vezes onde existe uma ferida emocional ou espiritual por libertar e curar, particularmente quando é observada como parte integrante do todo, através do desenho que fazes da tua casa completa e que serve como ponto de partida para todo o processo terapêutico.

Deixo-te aqui 5 perguntas para reflexão que podes colocar à tua despensa. Se não a tiveres, existirá certamente um local de arrumação que na tua casa a representa.

1. QUE TIPO DE COISAS GUARDA? O que depositas na despensa define a forma como escolhes vivenciar o que se passa contigo. A despensa pode armazenar coisas úteis, indispensáveis e em bom estado que utilizas regularmente. Ou guardar memórias do passado, equipamentos avariados e produtos fora da validade que permanecem esquecidos. Se a primeira liberta a tua energia para que possas criar novas realidades para ti, a segunda prende-te a histórias, emoções e ciclos repetitivos que precisam de ser libertados. Há ainda a possibilidade de estar vazia ou inutilizada, podendo significar uma certa alienação face à vida e ao que se passa internamente.

2. QUAL A UTILIZAÇÃO QUE LHE DÁS? Usar (ou não) a despensa coloca (ou não) a tua mudança em movimento. Se ela faz parte do teu dia-a-dia, ficas disponível para enfrentar os teus “fantasmas” e encontrar soluções para os ultrapassar. Mas se nunca lá entras e esta permanece sempre fechada, comprometes o teu processo de evolução interior. É como se estivesses a rejeitar continuamente aquela parte de ti que está em dor e que precisa muito da tua atenção, ou a desprezar a capacidade que tens de usar a tua história e experiência de vida a teu favor.

3. ÉS CAPAZ DE DEIXAR A PORTA ABERTA? Ainda que seja um local de arrumação, a despensa tanto pode estar organizada e limpa, como ser uma autêntica confusão. No entanto, seres capaz de deixar a sua porta aberta (mesmo que ocasionalmente), não depende apenas do estado em que ela está mas sobretudo de te sentires confortável em fazê-lo. E esse à vontade revela uma abertura em relação ao que despensa te está a dizer. Caso contrário, podes estar a esforçar-te por esconder de ti e dos outros algo que precisa de ser visto.

4. É PRÁTICA E FUNCIONAL? Uma despensa pouco acessível, que obriga a uma enorme disciplina para manter em ordem, que sentes como pequena ou grande demais, com prateleiras a cair e sem as soluções adequadas para acondicionares as tuas coisas, é um obstáculo ao uso saudável dos teus recursos emocionais. Lidares com o que se passa dentro de ti torna-se assim extremamente desgastante. E se o espaço permanecer descuidado e em más condições, representa uma negligência em relação às tuas próprias necessidades internas.

5. QUE RELAÇÃO QUE TENS COM ELA? A interação que estabeleces com a despensa é relevante, tal como a relação que estabeleces com qualquer outra divisão da casa. Se for fácil e descontraída, é sinal de que o caminho está livre para acederes às tuas feridas e aos recursos que te permitem curá-las. Mas se te enerva, não gostas ou preferes nem vê-la, ela está nitidamente a mostrar-te que enfrentar as tuas memórias e os teus medos é um desafio que precisas de superar.

Há quase sempre uma questão com a despensa, seja pelas suas características ou até por nem sequer existir. Ao representar os teus processos internos de aprendizagem, os desafios que precisas de superar para passares à etapa seguinte e as ferramentas que tens à tua disposição para lidares com eles, a despensa assume-se como o teu guia de viagem. Se queres conhecer-te, os detalhes aparentemente insignificantes são os mais importantes. Vamos a isso?


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