Home > Ler sobre a casa > Paredes cheias de significado

Paredes cheias de significado

Foto de Paredes cheias de significado
As paredes são como a tua pele, resistentes e simultaneamente sensíveis a todos os impactos. Nelas ficam gravadas todas as tuas vivências, especialmente aquelas que desconheces. Observa cada marca e descobre o seu propósito.

Partilha este artigo

  • Facebook
  • Twitter
  • Google+
  • Linkedin
  • Tumblr
  • Pinterest
  • Blogger

As paredes são a pele da tua casa, a superfície que reveste e protege todas as estruturas, e que dá contorno e forma ao teu espaço íntimo. São elas que o dividem, unem, encolhem ou expandem. E são elas que criam uma fronteira entre ti e os outros, entre o teu inconsciente e consciente, entre o teu interior e exterior, entre o que existe na realidade e o que és capaz de ver. Para estabeleceres uma comunicação saudável com o mundo e traduzires da melhor maneira as mensagens que recebes, precisas de paredes sintonizadas e alinhadas contigo.

Tal como a tua pele, as paredes são simultaneamente películas resistentes e sensíveis a todos os movimentos, exposições e contactos. E, por isso, vão ficando com vestígios de tudo o que vivencias e revelando o que ainda desconheces sobre ti. Funcionam como papel químico e gravam todas as histórias, memórias, sonhos e padrões. Seja uma simples sujidade, imagem, cor ou fenda mais profunda, as marcas numa parede são como um livro aberto sobre ti.

É nelas que podes ter um vislumbre das condições em que se encontra toda a estrutura física, emocional e espiritual que te sustenta. E são muitos os sinais que te guiam. Fortes ou ténues, lentos ou repentinos, constantes ou intermitentes. Para os entenderes, desafio-te a refletires sobre 5 coisas:

1. As (im)perfeições: Qualquer irregularidade, tal como uma mancha, uma pintura envelhecida, um desnível ou uma fissura, tem um significado para ti. Consoante a sua dimensão, a sua permanência e o local onde está, pode simbolizar uma cicatriz de algo que já terminou, uma energia mais estagnada que precisa de movimento ou uma questão simples ainda por resolver que se vai manifestando subtilmente. Cada (im)perfeição é única e tem a sua razão de ser.

2. Os desafios: Quando existem eventos mais extremos, tais como áreas com bolor, humidade ou tinta a escamar, estás perante algo mais forte e profundo que se revela com maior intensidade. Se forem pontuais, pode ser uma emoção libertada ou um acontecimento momentâneo. Mas se aparecerem com frequência ou permanecerem, são sem dúvida situações ou aspetos de ti a pedir-te uma mudança. Estão a falar-te de emoções que precisam ser curadas, e que aguardam a tua intervenção. Por vezes, a pele velha precisa mesmo de cair para se renovar.

3. As escolhas: O que escolhes para decorar as paredes da tua casa diz muito sobre o que queres manter ou transformar na tua vida. Uma frase que te inspira é diferente de uma peça que te relembra um conflito antigo. A primeira liberta-te e incentiva-te, a segunda limita-te e não te deixa avançar. Por esse motivo, uma análise minuciosa de cada imagem, texto, cor, planta, luz ou objeto é essencial. Além da sua própria simbologia, podes perguntar-te qual o impacto que tem em ti.

4. Os vazios: Paredes despidas não são uma questão por si só. Mas se te sentes incapaz de escolher o que queres lá colocar e essa decisão fica paralisada, ou se de alguma forma desprezas as paredes, deixando-as completamente vazias, então existe um tema sobre o qual precisas de refletir. Há espaços que devem ficar libertos, mas há outros que precisam dos teus contornos. Porque ao preencheres um determinado vazio, estás a reconhecer-te, a afirmar-te e a expressares quem és.

5. Os cheios: Uma parede sobrecarregada de cores, quadros, estantes, armários ou outros objetos, impede uma percepção nítida da realidade, deturpa o discernimento e cria estagnação. É como uma pele que não consegue respirar e estando sempre tapada perde a capacidade de ver os desafios e de se ajustar a eles. Entope e bloqueia, porque não há espaço para se mover. Por isso, manter as superfícies com algum espaço livre é essencial para te saberes situar e não perderes o rumo.

As paredes vão mudando à medida que ganhas uma maior consciência sobre ti e manifestando o que precisa da tua acção imediata. Não há paredes (im)perfeitas, há paredes cheias de significado. Começa por identificar o que vem à superfície para descobrires o que se esconde por trás. Vamos a isso?


Recebe as novidades no teu email