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Qual o teu chão?

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O tipo de chão que existe na tua casa influencia absolutamente a forma como vivencias o que te acontece. Abre a porta da tua casa e caminha de olhos postos no chão para o conheceres profundamente.

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O chão é a tua estrutura de suporte, aquela que serve de base e apoio a todos os teus movimentos, mudanças e tempos de reflexão. É onde depositas a confiança para caminhares na vida sem medos, devendo por isso dar-te a segurança e a estabilidade que precisas para avançar. Se queres aproveitar ao máximo qualquer experiência, é essencial colocares os pés em terra firme e consistente para que os passos sejam dados com maior determinação.

O tipo de chão que existe na tua casa influencia absolutamente a forma como vivencias o que te acontece. Podes sentir que enfrentas os desafios a partir de uma base sólida e estável, que perante qualquer contratempo te tiram o tapete e facilmente escorregas, ou ainda que nunca podes contar com a ajuda de ninguém. Consoante o chão que escolhes, podes ser capaz de desenvolver uma raíz forte e saudável, ou viver a achar que ela não existe para ti e o desamparo é a tua realidade. Para tal, há chão para todos os gostos e circunstâncias.

Apesar de não saberes o que o futuro te reserva, podes criar na tua casa o chão ideal para te acompanhar em todos os momentos. E, agora que esta estação te convida ao recolhimento, desafio-te a abrires a porta de olhos postos no chão para o conheceres profundamente. Deixo-te aqui 5 questões para refletires:

1. DÁ-TE CONFORTO E SEGURANÇA? A sensação que tens quando colocas os pés no chão é determinante para o teu conforto e segurança. Uma superfície fria, rígida e áspera é diferente de outra quente e macia. A primeira dá-te clareza e objetividade, mas impede a descontração, gera insegurança e torna as escolhas difíceis, arriscadas e conflituosas. A segunda cria flexibilidade, tolerância, bem-estar e segurança, mas pode levar-te à estagnação. Ou seja, caminhar de forma mais apoiada, tranquila, instável ou segura é uma escolha tua e depende do que te faz falta. E podes sempre criar o teu próprio conforto, colocando tapetes nos locais onde queres sentir aconchego.

2. É FÁCIL DE MANTER? A facilidade em limpar e manter um espaço está associada à simplicidade de viver sem esforço. Um chão que obriga a muita dedicação e te dá muito trabalho até pode ser terapêutico, mas acaba por esgotar os teus recursos e dar-te a sensação de que a vida é desgastante. Seja por ficar manchado facilmente, por precisar de produtos especiais ou por ser uma chatice limpá-lo, está a dizer-te que há hábitos que necessitas transformar.

3. ADEQUA-SE AO QUE PRECISAS? Não tem de ser todo igual, sendo até desejável que tenha formas, texturas, materiais e cores diferentes para se ajustar às várias funções e necessidades. Se gostas de te sentar no chão, a falta de um tapete fofo vai impedir a tua fluidez. Se te falta equilíbrio e estabilidade, os pavimentos escorregadios vão parecer-te areias movediças. Se a acção é aquilo que procuras, ao caminhares sempre em alcatifa talvez a preguiça te detenha. E se queres suavizar o conflito, continuares a escolher soluções que condicionam demasiado a decoração pode não ser o melhor para ti.

4. TEM ESPAÇO PARA TI? Até pode ser a solução mais extraordinária, mas o que interessa verdadeiramente é se há espaço para te expressares como és. Um chão cheio de tralha, que não te deixa descalçar ou que te obriga a agir cautelosamente restringe muito a tua liberdade. Se um gera muita confusão, tirando-te a visibilidade e a clareza mental, os outros deixam-te sem quaisquer opções. Logo, criares condições para poderes exteriorizar a tua autenticidade, é o teu desafio.

5. GOSTAS DE O PISAR? Um ambiente de revista terá pouco impacto na tua felicidade. Mas algo que te transmita uma sensação boa, será sem qualquer dúvida transformador para ti. Procura o que te faz sentir em casa e exclui tudo aquilo que te causa incómodo. Se os teus pés não se sentem em casa, é porque não te serve.

Ainda que substituir o chão não esteja nos planos para o próximo ano, estás sempre a tempo de o tornar mais convidativo e ajustado a ti. É uma viagem de descoberta com os pés bem assentes no chão que te convido a fazer, para que possas evoluir profundamente. Vamos a isso?

(artigo publicado no Nº10 da revista Vento e Água, 21 Dezembro 2018)


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